24/04/2026

O VI Fórum da ARCHAM, realizado hoje no Centro Botín de Santander, reuniu representantes institucionais, responsáveis políticos, líderes empresariais e especialistas de âmbito europeu, com o objetivo de avançar numa agenda comum que reforce o posicionamento do Arco Atlântico como espaço estratégico para o desenvolvimento económico sustentável e a coesão territorial na Europa. Neste encontro, a ARCHAM reafirmou o seu compromisso com a construção de uma macrorregião atlântica mais integrada, mais resiliente e melhor preparada para enfrentar os desafios económicos e geopolíticos do futuro.

A sessão de abertura institucional contou com a participação do presidente da Câmara de Comércio da Cantábria, Tomás Dasgoas, do presidente da Cámara España, José Luis Bonet, e do conselheiro da Economia da Cantábria, Luis Ángel Agüeros, que destacaram unanimemente a necessidade de reforçar os mecanismos de cooperação interregional.

A conferência inaugural, intitulada «A macrorregião atlântica: construir uma agenda comum», foi proferida pelo presidente da Câmara de Comércio de Bilbau, José Ignacio Zudaire, que sublinhou o papel das macrorregiões como instrumentos fundamentais para uma Europa mais coesa e próspera. Seguiuse uma mesaredonda dedicada à articulação das macrorregiões, moderada pela diretora do Gabinete do Governo da Cantábria em Bruxelas, Inmaculada Valencia, na qual a secretáriaexecutiva da Comissão Europeia do Arco Atlântico, Élise Wattrelot; o Head of Baltic Sea Strategy Point, Juhani Ailio; o Head of Danube Strategy Point, Robert Lichtner; e a Head of Alpine Strategy Point, Francesca La Greca, partilharam experiências e modelos de cooperação aplicáveis ao Arco Atlântico.

Posteriormente, o diretor de conteúdos da SER Cantabria, Fermín Mier, moderou uma mesaredonda dedicada aos desafios relacionados com a conectividade atlântica e com as infraestruturas, a logística e a mobilidade sustentável, chamadas a estruturar as ligações entre regiões. Participaram no debate o comissário do Governo para o Corredor Atlântico, José Antonio Sebastián; o conselheiro do Desenvolvimento da Cantábria, Roberto Media; o presidente da Autoridade Portuária de Santander, César Díaz; e o diretor da Zona Norte da Boluda Corporación Marítima, Daniel Berasategui.

Após uma pausa, a sessão foi retomada com a conferência «Energia, competitividade e autonomia estratégica na Europa», apresentada pelo chefe da área de Energia, Segurança e Relações Internacionais da DG ENER da Comissão Europeia, Isaac Valero. Na mesaredonda «O Arco Atlântico face ao novo cenário energético», moderada pelo chefe da secção de Economia do Diario Montañés, Jesús Lastra, participaram Iván Martén, membro do Industry Advisory Committee do International Energy Forum (IEF); a diretora de Stakeholders Management and Public Affairs da EDP, Yolanda Fernández Montes; e a diretora de Estratégia e Planeamento da Enagás, Mayte Nonay. Todos destacaram a importância do desenvolvimento de novos vetores energéticos, como o hidrogénio renovável, para garantir a descarbonização da indústria atlântica e avançar para uma competitividade sustentável.

O encerramento da jornada ficou a cargo da presidente da Cantábria, M.ª José Sáenz de Buruaga, e do presidente do País Basco e presidente da Comissão do Arco Atlântico, Imanol Pradales. Ambos sublinharam o impacto positivo que a criação de uma Macrorregião Atlântica no seio da União Europeia poderia ter enquanto plataforma estratégica para impulsionar a cooperação económica, a competitividade e a coesão territorial e social, com vista à construção de um futuro partilhado, próspero e sustentável. Destacaram igualmente o papel da ARCHAM e de cada uma das Câmaras de Comércio do Arco Atlântico enquanto elo de ligação entre os agentes económicos, institucionais e sociais, na representação dos interesses do tecido empresarial atlântico junto das instituições europeias, bem como a sua capacidade para canalizar iniciativas conjuntas em domínios estratégicos.

Sessão técnica

No dia anterior, representantes das Câmaras de Comércio do norte de Portugal, da Galiza, das Astúrias, da Cantábria, de Burgos, do País Basco e da Nova Aquitânia, membros da aliança ARCHAM, reuniramse no Palácio da Magdalena, em Santander, para partilhar os progressos alcançados nas diferentes áreas de trabalho definidas, reforçar os mecanismos de cooperação intercamarária e interinstitucional e consensualizar os próximos passos na coordenação estratégica do território, no reforço do posicionamento conjunto e nas linhas de atuação partilhadas.

Sobre a ARCHAM

As Câmaras de Comércio do Norte de Portugal, da Galiza, das Astúrias, da Cantábria, de Burgos, de Navarra, do País Basco e da Nova Aquitânia assinaram em Bilbau, em junho de 2023, a Declaração das Câmaras de Comércio do Arco Atlântico, com o objetivo de criar mecanismos de cooperação intercamarária e interinstitucional que permitam trabalhar de forma conjunta nos desafios económicos, sociais e ambientais enfrentados pelas regiões que compõem o Arco Atlântico.

Desde esta primeira conferência, realizaramse mais cinco — em Bilbau, Porto, Oviedo, Vigo e Bruxelas — nas quais se avançou na identificação dos temas de interesse comum, na elaboração de um documento estratégico e na integração das administrações públicas e de outras instituições no projeto.

O documento estratégico define três domínios de trabalho prioritários, de interesse comum a todos os territórios:

  1. Transportes e Intermodalidade
    1. Impulso ao corredor ferroviário atlântico
    2. Apoio à intermodalidade e à conectividade dos portos do Arco Atlântico
  2. Corredor do Hidrogénio e Energias Renováveis
    1. Desenvolvimento do corredor do hidrogénio
    2. Energia eólica offshore
  3. O Caminho de Santiago como elemento estruturante distintivo
    1. Enoturismo
    2. Atividades de lazer, natureza e bemestar

As Câmaras do Arco Atlântico procuram gerar sinergias em torno destes domínios de trabalho para transformar o território e tornálo mais competitivo, mais sustentável, mais dinâmico, mais aberto e conectado, bem como mais atrativo e com melhor qualidade de vida para a sua população.

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