O presidente da Câmara de Comércio de Bilbau, José Ignacio Zudaire, participou nesta quinta-feira, 16 de novembro, em Saint-Malo (França), na 51.ª Assembleia Geral da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas (CRPM), onde integrou o encontro “Avançar com a macrorregião atlântica”, organizado no âmbito da sessão plenária da Comissão do Arco Atlântico.
Concretamente, Zudaire interveio juntamente com o reitor da Universidade da Cantábria, Ángel Pazos, e o co-relator do relatório sobre a macrorregião atlântica dos Comitês Económicos e Sociais da fachada atlântica francesa – CESER de l’Atlantique –, Jean-Pierre Girod, como representante da sociedade civil no encontro dirigido pela secretária-geral da UE e Ação Externa do Governo do País Basco e Presidente da Comissão do Arco Atlântico, Mª Ángeles Elorza Zubiria.
Durante o ato, Zudaire, em representação das Câmaras de Comércio do Arco Atlântico, apresentou esta iniciativa das Câmaras de Comércio do Norte de Portugal, Galiza, Astúrias, Cantábria, Burgos, Navarra, País Basco e Nova Aquitânia para reforçar os mecanismos de cooperação intercamara e interinstitucional que contribuam para o trabalho conjunto nos desafios económicos, sociais e ambientais enfrentados pelas regiões que compõem o Arco Atlântico.
Na sua intervenção, o presidente da Câmara de Comércio de Bilbau manifestou “a vontade das Câmaras de Comércio do Arco Atlântico de criar um fórum de reflexão e cooperação em torno dos desafios que devemos enfrentar para nos posicionarmos no novo ambiente competitivo”, bem como a sua “firme determinação em atuar como facilitadores e catalisadores, em colaboração com outros agentes, para pôr em marcha ações que nos permitam avançar para um espaço mais próspero, inclusivo e sustentável”.
Destacou também as vantagens conferidas pela sua “natureza pública e pela defesa dos interesses gerais”, o que coloca as Câmaras numa posição privilegiada para desempenhar “um papel relevante na construção da macrorregião atlântica” e “transformar o território num espaço mais competitivo, mais próspero e com maior qualidade de vida para a sua cidadania”.
Da mesma forma, definiu as linhas de trabalho sobre as quais se concentrarão as Câmaras signatárias da Declaração das Câmaras de Comércio do Arco Atlântico para enfrentar o risco de que a condição periférica do Arco Atlântico resulte na perda de competitividade, atratividade territorial e capacidade de influência.
Com esse objetivo, as Câmaras de Comércio do Arco Atlântico colaborarão entre si e com outras entidades para melhorar a conectividade; atuarão de forma coordenada para melhorar a sua capacidade de influência; trabalharão em prol da diversificação sustentável e do empreendedorismo; impulsionarão a sustentabilidade, a inovação e a internacionalização; promoverão estratégias para enfrentar o desafio demográfico; e ativarão os mecanismos necessários para criar um território atrativo que retenha e atraia talento.
No passado mês de junho, as Câmaras de Comércio da Corunha, Álava, Associação Empresarial de Portugal – Câmara de Comércio e Indústria, Avilés, Baiona, Bilbau, Bordéus, Burgos, Cantábria, Gijón, Gipuzkoa, Lugo, Navarra, Oviedo, Santiago de Compostela, Torrelavega e Tui assinaram a sua adesão à Declaração das Câmaras de Comércio do Arco Atlântico, redigida com base num diagnóstico partilhado sobre os principais desafios, oportunidades e áreas de cooperação para melhorar a competitividade das regiões do Arco Atlântico, e através da qual se comprometem a colaborar entre si e com outras instituições e entidades para enfrentar os desafios económicos, sociais e ambientais enfrentados pela região atlântica.
150 regiões e 24 Estados da UE representados na Conferência
A Conferência das Regiões Periféricas Marítimas reúne mais de 150 regiões de 24 Estados da União Europeia e representa cerca de 200 milhões de pessoas, com o objetivo de trabalhar em conjunto para um desenvolvimento territorial mais equilibrado na Europa, em colaboração com as instituições europeias e os governos nacionais. A sua atividade centra-se principalmente em aspetos como sociedade, economia, coesão territorial, políticas marítimas e crescimento azul, ou acessibilidade, bem como governação, energia e alterações climáticas, relações entre regiões e o seu desenvolvimento.
No âmbito da Conferência teve lugar a sessão plenária da Comissão do Arco Atlântico. Esta Comissão foi criada em 1989. É uma das seis Comissões geográficas da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas (CRPM), integrada por regiões da Irlanda, Reino Unido, França, Espanha, Portugal e Canadá e, com aproximadamente 60 milhões de habitantes, representa 12% da população europeia. Entre os seus objetivos estão cooperar para enfrentar os problemas de acessibilidade, alterações climáticas, energia ou segurança marítima; defender os interesses regionais junto das instituições comunitárias e dos Estados membros; e promover a cooperação para dotar o Arco Atlântico de novas ferramentas para o futuro.


